25/5/05
Quero dormir. Fechar os olhos. Olhar para ti uma ultima vez enquanto sonho que aquela despedida nunca ficou em falta porque nunca foi necessária.
Quero dormir e descansar para acordar com energia e explodir.
31/5/05
Tenho os braços dormentes. Não, todo o meu corpo está dormente, mas é aquela dormência que passa a sensação de formigueiro doloroso. Já não sinto nada.
O ar que sempre se roçava em mim, meloso, já não o sinto. Estou livre do mundo e penso em mim e no quanto não me sinto.
Acho que esporádicamente devo pestanejar. Digo isto porque, apesar de desfocada - ou focada no infinito - a minha visão não é turva. Suponho, assim, que ainda tenho algum movimento fisico, mas como não o sinto nem vejo, não me faz diferença.
Já quase não quero saber de nada que me rodeia.
Agora só me faltas tu. Faltas tu para me beijares e acariciares, para perceberes que não reajo ao teu toque, que não reajo a ti, que tudo em ti que amava e odiava me é agora indiferente.
Seria a minha ultima atenção ao mundo fora de mim... deixar-te a desejar tudo aquilo que sempre desprezaste em mim.
Mas nem por isso vou esperar, decidi.
OFF .
Mal eu sabia o quanto me estava a tentar enganar e o quanto isto viria a significar para mim agora.
sexta-feira, janeiro 27, 2006
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